23 de fevereiro de 2015

Oscar 2015

De antemão, aviso que aqui você não lerá nada de útil sobre os filmes, pois somente vi alguns concorrentes do Oscar 2015, e todos eles não estavam concorrendo nenhuma das grandes categorias.

Para que você entenda a quantidade de "aqui''s presentes neste post, explico que nem todos os vídeos são possíveis de publicar, por isso deixo disponíveis os links onde estes podem ser vistos. =)
Vamos começar pelo começo. Logo no início da cerimônia, nos deparamos com a figura de Neil Patrick Harris, host desta edição do Oscar, que para mim foi muito engraçada, porém muitos não concordaram com a minha opinião. Pelo menos posso parabenizá-lo por ter coragem de aparecer na televisão de inúmeras famílias com apenas uma cueca branca. Não lembro de algo parecido ter ocorrido em alguma das edições que eu vi do Oscar.


No decorrer da premiação, fiquei muito animada para assistir alguns filmes. O primeiro Oscar que saiu, de ator coadjuvante (que demorei muitos anos para entender que era o segundo cara mais importante depois do protagonista), foi para o J. K. Simmons, em sua atuação em Whiplash. Já estava interessada em assistir o filme, afinal, é sobre música, sobre Jazz, e como já comentei em outro post (este aqui) adoro filmes com essa temática. Mas após as cenas mostradas durante a transmissão do Oscar, principalmente esta cena, estou louca pra ver!! 

Nosso eterno J.J. Jameson rindo a toa por aí
depois de ganhar o Oscar.
Após a primeira premiação importante, seguiram-se inúmeros Oscars técnicos e de filme estrangeiro, de curta, de documentário; onde foram aos poucos sendo apresentadas as canções originais que concorriam a linda estatueta dourada. Confesso minha grande ignorância, afinal só conhecia uma das músicas concorrentes, "Lost Stars", de Gregg Alexander e Danielle Brisebois, interpretada pelo Maroon 5. Por mais que esta música seja linda, foi triste assistir a apresentação do Adam Levine. Adoro a voz dele, mas quando Adam canta ao vivo, perde o controle vocal facilmente, seja pelas firulas corporais que tenta fazer ou pelo nervosismo, acaba sempre sendo frustrante.


E os concorrentes de "Lost Stars" eram visivelmente superiores. "Grateful", de Diane Warren e "I'm Not Gonna Miss You", de Glen Campbell e Julian Raymond tiveram apresentações arrepiantes, de uma qualidade vocal a técnica impressionante. Mas nada superaria o tapa na cara que "Glory", de John "Legend" Stephens e  Lonnie Lynn "Common" é. Escrita para "Selma", filme que aborda a revolução pacífica de Martin Luther King em 1965, "Glory" tem letra e coro fortes e significativos, tanto que ao final da apresentação, foi aplaudida de pé e diversos famosos estavam as lágrimas. Incluindo esta que vos escreve.


Se quiser assistir as principais performances do Oscar 2015, clique aqui.

E, chegando ao final de mais de quatro horas de Oscar, pertinho das 2 horas da manhã, lá estava eu, sabe-se lá porque, super animada pra assistir os grandes vencedores das categorias mais importantes. A declaração de Graham Moore, vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado com "O Jogo da Imitação", foi meio repentina, mas encorajadora. Só foi meio surpreendente ouvir da boca de um ganhador do Oscar que ele tentou se matar quando tinha 16 anos... Mas fico feliz com seu sucesso, cara! E concordo com suas palavras "Continue estranho, continue diferente." Seu discurso está disponível aqui.


Mas, com quem eu chorei que nem criança foi com o Oscar (para mim muito inesperado) de Eddie Redmayne, por sua interpretação em "A Teoria de Tudo". Não assisti o filme, não tenho um bom pensamento de Stephen Hawking (e esse foi um dos principais motivos para que não o tenha assistido ainda) e achei que, de todos os concorrentes desta categoria, Redmayne era o patinho feio. 
Afinal, porque então eu me emocionei tanto com este vencedor? Foi por sua própria descrença de que ganharia o Oscar. Foi fascinante observar sua incredulidade, sua felicidade infantil e seu nervosismo. Seu discurso está disponível aqui.

 

"Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)", que já havia me atraído por seu título inspirado nos tradutores de títulos do Brasil, além de sua história interessante, foi o grande vencedor de melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro original. Já estava na lista pra assistir!


E, finalmente, o melhor. Em 2015, o clássico "A Noviça Rebelde" completa 50 anos. E como a academia nunca deixaria passar uma data importante como essa passar em branco, o pessoal fez uma super produção. Mas não visual, vocal.

Lady Gaga é uma exímia cantora, que tem inúmeras músicas no top 100 da Billboard, mas não necessariamente relevantes para a cultura musical.
Deixe que eu me explique: eu adoro as musicas dançantes da Lady Gaga, seus clipes bizarros e seu visual discutível (que virou meme nas internet tudo aí). Mas tenho plena consciência que suas músicas não contam histórias profundas e belas (não que todas as músicas necessitem de um roteiro para serem lindas e perfeitas).
Mas, depois que Lady Gaga começou sua parceria com Tony Bennett, algo que eu, Roberta, não havia percebido apareceu. Seu enorme talento, seu alcance vocal, seu controle sobre a afinação.

Deste modo, quando me deparei com Lady Gaga cantando "The Sound of Music", fiquei hipnotizada por tal som. E ao final de uma apresentação soberba e perfeita, Julie Andrews sobe ao palco, para agradecer o tributo feito por Lady Gaga a tal obra cinematográfica.

Deixo vocês com a voz de Gaga, que embalou meus sonhos na noite passada e me obrigou, nas primeiras horas desta manhã a procurar sua interpretação no You Tube, para poder me emocionar novamente com seu talento.


Até 2016!

2 comentários:

  1. Eu assisti quase todos os que tiveram alguma indicação. De todos eles, "Whiplash" foi meu preferido (mesmo concordando que Birdman foi o melhor filme). Não deixe de assistir, vale muito a pena!

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    Respostas
    1. Oi Taissa!
      Até agora, consegui assistir O Jogo da Imitação, A Teoria de Tudo e Begin Again.
      Comecei um dia a assistir Birdman, mas nossa, como começou lento e não me prendeu, acabou que eu parei nos primeiros 15 minutos de filme. Mas espero ainda sentar e assistir até o final.
      O Gabriel assistiu O Grande Hotel Budapeste, que estou querendo assistir mas ando sem tempo. O próximo da minha lista é Selma!
      Whiplash eu e Gabriel veremos juntos na primeira oportunidade que tivermos!!
      Obrigada pelo comentário!!
      Beijos!

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