6 de março de 2015

"A Teoria de Tudo" e minhas sinceras desculpas ao Sr. Hawking.

Como havia dito na publicação sobre o Oscar 2015, A Teoria de Tudo era um filme que eu não tinha vontade de assistir por causa do meu pré-conceito da pessoa que Stephen Hawking. Conheci sua história no boca-a-boca e simplesmente o julguei após descobrir que ele trocou sua dedicada esposa por sua enfermeira. Agora, após assistir este filme, tenho de me desculpar pelo meu pensamento errado.


Primeiro imaginei que o filme fosse focar na trajetória de Hawking, de como sua mente brilhante sempre foi admirada e como conseguiu chegar depois de tanto estudo, esforço e muito, mas muito pensar. Mas, assistindo o filme, percebi que o foco era seu relacionamento. Sua doença obviamente estava lá, brilhantemente retratada por Eddie Redmayne. Mas ela, mesmo limitadora, não era o que movia a vida do casal. Houve diversos momentos onde as escolhas de ambos não foram motivadas pelas limitações. Mas sim por suas opiniões.

Quase todos que me conhecem sabem que tenho um certo conservadorismo próprio, do qual dificilmente consigo me desvincilhar. Acredito no casamento, no amor para toda uma vida, um respeito, um carinho, algo que se consegue nutrir dia após dia, mesmo com as mudanças, as adversidades. Por isso, tenho um grande problema em aceitar o termino de casamentos, de relacionamentos. Sempre me pergunto o por que daquelas pessoas não terem tentado mais, não terem cedido mais, porque não lutaram por tal sentimento tão bonito.

Com isso muito bem explicado (chegando a ser redundante), permita que eu expor o pequeno duelo que travei com os meus ideais enquanto assisti este filme.

A Teoria de Tudo, ao meu ver, conta o começo de uma história de amor, seu desenvolvimento mesmo com as adversidades causadas pela doença de Stephen, até o momento onde somente o respeito entre ambos foi mantido. Stephen e Jane tiveram uma vida plena, o clichê "seja eterno enquanto dure" pode ser bem aplicado a sua história. E realmente foi.

Porém, o conflito começa quando percebo que nem Jane nem Stephen, mesmo que se esforcem, mesmo que tenham total noção de que seu casamento terminou faz tempo, continuam firmes e fortes durante 26 anos. Mas até que ponto se deve sacrificar a felicidade própria por causa de um relacionamento que não funciona mais?

Por mais que eu discorde das ações tomadas por Jane e Stephen durante o relacionamento deles (sendo tudo que eu estou falando está sendo baseado apenas no filme que assisti), consegui aceitar o final do relacionamento. Consegui compreender e até admirar suas decisões. Afinal, se este casamento continuasse até os dias de hoje, a amizade e respeito que até hoje cultivam teria sido totalmente destruídos.

Deste modo, quero me desculpar com o Sr, Hawking. Sinto muito pelo mal julgamento que fiz de sua conduta. Eu a respeito. Quem sou eu pra julgar qualquer um. Mas agora percebo que certas coisas precisam chegar ao fim.

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