9 de maio de 2015

O Jogo da Imitação

Eu, Roberta, sempre tive um certo interesse por filmes sobre a Segunda Grande Guerra. As vezes penso se um interesse mórbido, mas sempre gostei de compreender a visão das pessoas dentro dos campos de concentração, de como todos aqueles soldados nos campos de batalha lutava entre si, sem as vezes imaginar que eram apenas peões de um jogo estratégico delineado pelo governo de seus países.


Dentre todos esses filmes diferentes, acho que "O Jogo da Imitação" trouxe uma variável um pouco diferente da que estamos acostumados a assistir em casa. Todos sabemos que durante as Guerras, milhares de mensagens encriptadas são enviadas, para que o tal "sigilo" seja mantido, na medida do possível, é claro. O Sr. Turing conseguiu fazer um pequeno feito, que hoje pode ser aplicado no maravilhoso aparelho pro qual está olhando agora, querido leitor. Alan Turing criou, tendo plena noção de suas ações, o que hoje chamamos de computador. Só que claro que muito maior, muito mais rústico e, na época, bem mais limitado do que o que usamos agora.


"The Imitation Game" nos apresenta a uma pessoa ligeiramente babaca. Alan tem noção de sua capacidade e se "alista" para ter condições de criar a tão sonhada máquina que resolveria todos os problemas táticos e estratégicos da Segunda Guerra. Mas, exatamente por ser uma pessoa tão complicada de se conviver, sua história se torna ainda mais triste.

O panorama da época, onde as pessoas não tinham os direitos se serem que quiserem ser, complicaram ainda mais a vida de Turing. Ao decorrer do filme, assistimos não só o crescimento de sua vida profissional, mas também somos apresentados ao seu passado e os possíveis motivos que o levaram a ser tão taciturno.


Para tornar ainda mais duro seu trabalho, imagine só poder utilizar a vida das pessoas como as peças de guerra que elas eram? Afinal de contas, após a resolução de alguns "enigmas", não se pode parar de agir racionalmente, para o bem da Guerra, e não necessariamente do povo em um primeiro momento.

"Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades, Mr. Turing."

Com o passar do tempo, a obsessão de Turing pela máquina se confunde com suas dores passadas, onde, ao final de sua vida, somos convidados a assistir até onde tentar encaixar uma pessoa aos tais "padrões da sociedade" daquela época pode levá-la ao fundo do poço.

O Jogo da Imitação tem até como pano de fundo a Guerra, porém, o que talvez não tenha sido a principal motivação do filme deveria ser o que mais nós teríamos que nos atentar...

PS.: Só não posso falar o que é pois seria dar um pequeno spoiler do filme... 

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