17 de agosto de 2015

Medianeras

Na comemoração do meu último aniversário fui desafiada a ver diversos filmes, dicas da minha amiga Ester Pessoa. Mas, só pra ser do contra, decidi pegar o primeiro filme com o qual simpatizei a partir do trailer, e não o primeiro filme que a Ester me desafiou. Então, lá vamos nós desenvolver o senso crítico com Medianeras, um filme argentino, de 2011.


Medianeras é um filme intimista. Dependendo da situação ele pode falar com você, mostrando um ponto normalmente vivido no seu dia a dia. Esse tipo de filme, dito "independente", que por mim é chamado de "diferente do padrão Hollywood", sempre me toca de alguma forma.



Particularmente sempre tive um enorme preconceito com filmes em língua espanhola, apenas por todos eles me remeterem a Almodovar e seu estilo agressivo demais para a minha pessoa. Mas, depois de dar a oportunidade e perceber que não é tudo a mesma coisa, confesso que vou dar uma maior atenção a esse tipo de filme.

Em Medianeras temos duas pessoas, um homem e uma mulher, que tem o dom de observar a cidade que cresce a volta deles. Ambos estão se recuperando de problemas emocionais. Problemas comuns, difíceis de serem resolvidos. Mas estas pessoas não se conhecem. Eles estão separados pelas tais medianeras.


Observamos a mente de ambos a cada momento, escavando sua angústia, assistindo suas conquistas, traçando linhas de aproximação que não existem entre tais personagens. Eles não se conhecem. E parece que continuarão desta forma por muito tempo.


Em um mundo onde a tecnologia tem mais afastado do que unido muitos de nós, este filme apresenta de forma bem simples como todos precisam tentar sair da zona de conforto e simplesmente seguir em frente. O simples fato de se desconectar e finalmente abrir a tão sonhada janela naquele quarto escuro pode iluminar horizontes desconhecidos.


Medianeras é o tipo de filme que me deixa com um incomodo a todo momento. A expectativa do encontro, do olhar que enxerga e não apenas vê, do momento onde ambos encontram o "Wally".


Com um final bonito, mas que se ocorresse na vida real Martin acharia a tal Mariana totalmente maluca, aconselho a todos que assistam este filme. Exceto você, Gabriel Sales, apenas porque a personagem principal trabalha com manequins...


Assim me despeço, me sentindo um pouco mais romântica e crente nas tais coincidências do amor...



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