27 de dezembro de 2015

Jessica Jones

Ouvindo um podcast chamado Spoilers Talk Show, conheci por alto a história de Jessica Jones. A partir do momento que associaram a série a um thriller sobre abuso, confesso que não me interessei em assistir. Esse assunto mexe com qualquer mulher e pensei que seria forte demais para mim, Srta. Água com Açúcar. Porém, Jessica Jones é necessário em um momento como este. É um grande tapa na cara. E além disso, é uma ótima série de super heróis atípicos.






Para quem não tem ideia do que se trata a história (o que eu duvido nesta altura do campeonato), Jessica Jones é uma mulher com superforça, alcoólatra, que tem traumas entranhados na carne. E seu maior pesadelo está retornando a cidade, pois, após um ano sem ouvir falar cobre seu algoz, Killgrave, descobre que ele está usando outra pessoa como chamariz, atraindo Jessica exatamente para onde ele quer.


Desta forma, o objetivo de Jessica é salvar Hope, a nova vítima de Killgrave e, claro, prendê-lo por seus crimes. Porém, para isto, Jessica precisa ter muito mais do que superforça, afinal, seu subconsciente consegue se lembrar de cada segundo que passou sob o controle mental de Killgrave.


Constituída de personagens femininas muito fortes, a série ganha muito por ter um quê feminista. A todo momento é possível ver mulheres que não precisam da ajuda de nenhum homem para serem felizes, fazerem o que tem que ser feito ou simplesmente se defenderem de algum tipo de ameaça, seja ela masculina ou feminina.


O desenrolar da série é uma sucessão de acontecimentos frenéticos, um medo que é possível sentir a cada respiração da personagem principal. A crueldade de Killgrave é perceptível em suas pequenas ações como:
  • Mandar uma pessoa sair do seu apartamento. Mas não pela porta da frente, e sim pela varanda.
  • Mandar duas crianças ficarem presas em um armário. Uma delas está com vontade de ir ao banheiro. Ela acaba fazendo suas necessidades no armário, pois ela não consegue sair de lá.
  • Mandar uma pessoa não se mexer. E ela é obrigada a ficar por lá até que Killgrave volte.
  • Mandar uma pessoa olhar sem piscar até que Jessica retorne a sua casa.
  • Mandar pessoas matarem outras, mesmo contra sua vontade.
  • Persuadir uma pessoa a ficar com ele. Que seja sua amante, que "goste" dele e faça exatamente tudo o que quiser.
E a lista cruel só tende a continuar.


Killgrave poderia facilmente ser considerado o vilão mais poderoso da Marvel. Ele pode controlar a qualquer um. E com isto, seus poderes também. Mas o ponto forte nem é o tal controle da mente que tanto falam. Seu maior poder é a loucura. É a chance de conseguir não se importar com ninguém. É simplesmente não ter remoço e achar que tudo o que faz é apenas para "conquistar" sua amada Jessica.


Os personagens coadjuvantes também são sensacionais. Impossível não se apaixonar pela Trish e querer ser a melhor amiga dela. Trish, também abusada, mas de uma forma totalmente diferente, consegue ser forte e heroica mesmo não possuindo nenhum superpoder. O ruim do destino de Trish é que aparentemente quando ela consegue se livrar de uma pessoa abusiva, outra aparece para assombrá-la. Espero que isso seja superado novamente.


A trama da Trinity, sua esposa e sua namorada foi a parte mais desnecessária da série. Os vizinhos da Jessica então, conseguiram ser mais interessantes do que toda aquela enrolação (não, é mentira, eles foram tão desinteressantes quanto).



Luke Cage conseguiu ser o coadjuvante mais legal. É o cara fortão da história, que tem uma super química com a Jessica, mas que eu não imagino ver mais continuidade na história dele para a próxima temporada, muito menos para uma série somente dele, como estão especulando segundo algumas informações dadas pela Netflix.


E este é um ponto que, ao final desta primeira temporada eu não consigo solucionar. Mesmo vendo plots que foram largados nos últimos 3 episódios, o final da temporada foi tão fechadinho que não consigo imaginar continuação para esta história. Afinal, o que importa a origem da Jessica? O calvário já terminou. Agora é seguir a vida.


Mas como o Netflix não dá ponto sem nó, ainda mais depois da repercussão e da audiência que os assinantes da Netflix deram a Jessica Jones, uma segunda temporada já foi confirmada. Agora nos resta esperar mais um ano (who knows?) para conferirmos o que vai rolar na nova fase.


E você, o que achou de Jessica Jones?
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Inté pessoal!!

Um comentário:

  1. Eu não assisti a série, porém já conhecia o Luke Cage, e acredito que uma serie só dele seria bem legal, até porque ele é mas conhecido do que a Jessica Jones. E não acho que seria uma série derivada da Jessica Jones, mas que poderiam ter muitos "crossovers".

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