4 de março de 2016

Daniel Craig - o 007 com sentimentos

Em 2015 foi lançado o último capítulo de Daniel Craig como 007. "007 Contra Spectre" é um filme que visa terminar a história que começou a ser contada em Cassino Royale, mas que só eu não tinha percebido que eram filmes relacionados.



Os quatro filmes feitos por Craig contam a historia de um agente diferente. James Bond não apenas se importa com as suas Bond Girls, não apenas com uma ameaça mundial, mas se preocupa com seus amigos da MI6. Isto podemos observar ponto a ponto, principalmente em Operação Skyfall, onde sua ligação com M fica muito bem estabelecida.


Daniel também deixa claro que seu Bond ama. Sua relação com Eva Green (única atriz com quem Craig realmente teve química pra gente acreditar que tudo não era apenas one night stand) foi muito mais profunda do que qualquer outra revelada em filmes anteriores a Craig. Além disso, boa parte de Cassino Royale foi um conto de fadas, onde James pensou que viveria de boa com seu amor nas ilhas paradisíacas de sei lá aonde! Onde é que conseguiríamos ver um Bond desta forma??



Craig conseguiu apresentar um dos 007 mais diferentes do cinema. Já tivemos o James Bond sedutor, o James Bond tecnológico, o James Bond datado dos anos 1960-70 (não que isso seja ruim). Daniel nos trouxe o 007 falível, humano, que quebra a cara, o braço, a perna, destrói prédios sem querer e corre tanto quanto o Tom Cruise nos "Missões Impossíveis". Mas, estranhamente, é o mesmo James que se apaixona, sofre e chora. Tanto que ficou deprimido depois de descobrir toda a trama de traições que sua querida Vesper criou. 


Sinto que sua quadrilogia fechou um ciclo que demorará a voltar nos cinemas: um matador que busca paz, mas de um jeito bem diferente da redenção apresentada em outros filmes do gênero. Não é matando todo mundo e vingando cada ser maléfico dos filmes, mas apenas matando o monstro que existe dentro dele mesmo.


007 contra spectre nos traz uma trama já esperada: MI6 está sendo substituída por outra organização, sendo desmerecida por seus anos de serviço e tendo como principal ameaça a extinção da categoria 00 na agência. Paralelo a este contexto, temos Bond fazendo uma missão aleatória, motivado por sua antiga mentora e chefe, fazendo com que suas ações se tornem o estopim para a articulação e implementação da agência nova, deixando o novo M entre a cruz e a espada para tentar salvar a MI6.

Daniel Craig se acostumando com máscaras para poder ser
o stormtrooper de Star Wars Episodio VII.


Dentro deste contexto, Craig explora novamente as facetas de Bond e termina mais uma franquia de 007 com o dever cumprido. O único porém neste momento é que, com o fechamento que Spectre nos traz, não consigo vislumbrar um possível recomeço para a série. Para mim, esses quatro filmes trouxeram tanto que o que vier agora irá destoar muito do que nos foi apresentado. Ou será que o que Daniel nos apresentou, comparado aos 007 anteriores que destoou totalmente da realidade que conhecíamos para este ícone cinematográfico?


Termino lançando minha dúvida a você: você consegue imaginar um novo Bond continuando a história que Craig - aparentemente - terminou?

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