4 de março de 2016

Sobre filmes de menininha (e como tenho sentido falta deles no cinema atual)



Nos anos 2000, eu vivi a era de ouro dos filmes de menininha. Tendo como representantes as principais estrelas da TV, algumas da Disney, outras simplesmente surgindo por aí, posso dizer que tive uma adolescência feliz aproveitando o que há de melhor nas comédias românticas. 

Sabrina, a bruxinha mais viajada do mundo.

Desde o final da década de 1990, com o advento dos maravilhosos filmes estrelados por Alicia Silverstone (As Patricinhas de Beverly Hills) e Melissa Joan Hart (a inesquecível bruxinha Sabrina e suas aventuras por Roma, Austrália e por aí vai...), eu fui apresentada aos filmes de menininha, onde o objetivo principal era se apaixonar, ser feliz, ser a rainha do baile, viajar com as amigas e passar de ano no ensino médio.


Inúmeros filmes estrelados por Hilary Duff, Lindsay Lohan e outras estrelas da época estouraram nos anos 2000. Independente se eles iriam para o cinema ou direto para a locadora, era lindo poder sempre ter uma opção de filminho água com açúcar para assistir. Passei incontáveis horas tomando coragem só para escolher o filme mais bobinho e passar o final de semana inteiro assistindo-o repetidamente até correr à locadora para entregar o filme no dia seguinte, sempre bem perto das 19h, o horário que ela fechava.


Aqueles momentos onde nós queremos matar nossos pais...


Lembro até hoje de cada história de cada um destes filmes. Dependendo do título, sei até as falas de cor, as músicas de cabeça e cada reviravolta ainda me traz borboletas na barriga, como o beijo final, a coroação como rainha do baile, as amizades que são "para sempre" ou simplesmente o pop rock interpretado pela protagonista no final de tudo.

Por anos sonhei com o baile do Ensino Médio.
Até que descobri que ele não existe no Brasil...


Neste final de semana, buscando para sempre coisas no Netflix (novo vício, que acho difícil ir embora), encontrei alguns títulos que me trouxeram uma grande nostalgia. “Paixão de Aluguel”, “Sexta-feira Muito Louca”, “Na Trilha da Fama”, “Meninas Malvadas”, dentre outros títulos me fizeram parar e clicar em cada um dos ícones e rever as minhas cenas preferidas de cada um. Ouvir novamente as falas, a trilha sonora e os acordes de Anna com sua banda irada. Enfim, sou saudosista pra caramba.

Jingle Bell Rock

Mas é claro que isso não para por aí. Com isso, fui buscar outros mais, como "A Nova Cinderela", "Sorte no Amor", "Sleepover" e, mesmo não vendo, lembrei de como era divertido cantar todas as músicas de "High School Musical" e como foi fácil me imaginar com 30 anos, a idade do sucesso, em "De Repente 30".

"Love is a Battlefield"


Mas, trazendo tudo isso para os dias atuais, quando penso em filmes de menininha, não encontro muitos. Tirando a nova adaptação anual de algum livro do Nicholas Sparks, John Green ou qualquer outro autor (a), não vejo mais nada com esta temática romântica adolescente. Claro que não sou cega e sei que temos 500 novos filmes tentando emplacar o mesmo sucesso de Harry Potter, que obviamente tem como alvo o público juvenil, mas as comédias despretensiosas se foram. 


Pode ser que eu tenha finalmente ficado velha para esse tipo de romance (o que eu duvido, levando em consideração meu grande amor por mangás shoujo com colegiais e livros infantojuvenis), mas este gênero está sendo bem menos aproveitado pelos roteiristas nos últimos tempos. Se me lembro bem, as últimas histórias que assisti foram... bem, eu não lembro de nenhuma. O mais próximo do romance foi "Cartas para Julieta" e "Simplesmente Acontece", que tive o prazer de assistir com meu namorado lindo, onde você pode acompanhar o desfecho clicando aqui.



Talvez esta década seja a dos super-heróis, com suas explosões e o hype da cultura nerd sendo finalmente explorado (algo que eu tenho amado com todas as minhas forças nos últimos tempos), mas fico me perguntando se os filmes “de menininha” irão voltar um dia, para me trazer aquele riso tímido, aquela vergonha alheia, aquela felicidade por que uma “amiga” conseguiu a tão sonhada coroa, o tão sonhado beijo, a vaga na faculdade.

E a saudade que fica dessas melhores amigas cinematográficas
que eram superlegais!!


Espero que essa era ainda volte, com o sabor doce da adolescência que já se foi.

Um comentário:

  1. Amo filmes de menininha, e não importa quantos anos tenha sempre irei chorar no final.

    :)

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